Um Bilhão Por Um Unicórnio

 

A regra é clara: para ser considerada uma Startup Unicórnio a empresa deve ter um valuation (avaliação de preço no mercado) de mais de U$ 1 bilhão, antes de abrir capital em bolsa. Acha simples? Mas não é.

As pessoas acreditam que empresas como: Spotify, Waze, Bebee, Airbnb, 99, Nubank e Movile, por exemplo, focaram em produtos ou serviços inexistentes, ou seja, foram visionários. Se você é uma dessas pessoas, está redondamente enganado.

O que as “Startups Unicórnio” têm em comum são: ótima equipe; o cuidado extremo com o cliente; a capacidade de aprender e testar hipóteses; e, principalmente, um mercado grande e global. Adicionalmente, os fundadores dessas empresas têm um poder de negociação e uma certa audácia.

Vamos pensar no Spotify, por exemplo, Daniel Ek, seu fundador, queria criar um serviço como o Napster mas “mais legalzinho”, onde pudesse unir suas duas grandes paixões: música e informática. Da ideia à realização foram dois anos, além de mais um ano de negociação com grandes empresas fonográficas que não acreditavam no projeto. Atualmente, a empresa é avaliada em U$ 8,4 bilhões.

O que dizer da brasileiríssima 99? O aplicativo de táxi que surgiu em 2012, passou por algumas dificuldades com a entrada do Uber no país. Contudo, pôde abrir novas vagas de emprego, além de concretizar parcerias empresariais e com o governo, após os dois aportes que recebeu, em 2017, somando mais de R$ 400 milhões.

99, considerada a primeira empresa Unicórnio do Brasil, foi vendida, no início de 2018, para a Didi Chuxing por pouco mais de U$ 1 bilhão. Hoje, a ‘uber chinesa” como é conhecida a Didi, vale U$ 33, 8 bilhões.

Por que as Startups Unicórnios podem surgir a qualquer momento?

Essas empresas surgem, na maioria das vezes, por estarem mais preocupadas com o consumidor do que com o dinheiro que ganharão com o serviço ou produto que vendem. E, exatamente por este motivo, elas acabam criando uma experiência e proximidade com o público; o que as tornam mais conhecidas, mais populares.

Criam, com essa visão, um circulo virtuoso: bons serviços >> clientes satisfeitos >> reconhecimento do mercado >> possibilidade de investimentos de terceiros >> aumento de produtos/serviços >> aumento do valor de mercado.

Nessa seara, o que vale é o pensamento ganha x ganha. São as parcerias com marcas já consagradas pelo público e que complementam o core business da empresa que pode se tornar unicórnio.

O acesso à internet e a facilidade tecnológica são outros dois fatores que, os fundos de investimentos americanos, consideram como divisor de águas entre empresas que se transformam em unicórnios e as que, são boas no que fazem, porém, não conseguem aumentar seu valuation em pouco tempo.

Os consultores dessas empresas descrevem esses fatores como os determinantes dos novos modelos de negócio no mundo e, os proprietários das empresas devem estar atentos a essa corrida maluca por novas experiências, por meio de produtos e serviços, que os consumidores estão sedentos por receber, lembrando que não é a invenção ‘da roda’, mas a transformação dela em algo diferente ou melhor.

 

Curiosidade: As Unicórnios pelo Mundo

  • Uber: transporte urbano privado - vale US$ 68 bilhões (EUA)
  • WeWork: escritórios compartilhados - vale US$ 16,9 bilhões (EUA)
  • Xiaomi: distribuidora de smartphones - vale US$ 46 bilhões (China)
  • Blablacar: plataforma de caronas - vale U$ 1,6 bilhões (França)