Quando o dinheiro é SIM o problema!

Nunca esqueci de um trecho do filme “Alguém para Dividir Os Sonhos” (1993), onde Jerry (Danny Glover) explica a Matthew (Matt Dillon) como uma sequência sútil de eventos conduziu-no à falência: “um dia um fornecedor atrasa uma entrega, você perde um cliente e então outro…”

E não é algo assim realmente?

Provavelmente você não está morando em um albergue para desabrigados mas, talvez, você tenha passado por situações assim.

Por falta de crédito, você perde fornecedores, sofre multas contratuais, perde clientes, demite funcionários e vai à falência. São sutilezas do fluxo de caixa: seus clientes e fornecedores não estão em sincronia, sua curva ABC tem picos, as demonstrações contábeis apresentam despesas desnecessárias e retiradas mensais que não contemplam provisões para “rainy days”. Seu capital de giro é baixo e seu re-investimento é nulo.

Existe uma grande probabilidade de o mercado atropelar o sucesso do seu negócio!

Porque mesmo empresas com razoável solidez vão à falência por não serem capazes de se adequarem a novos cenários econômicos, sociais ou mesmo políticos – basta uma pequena retrospectiva da dinâmica das grandes empresas de serviço, indústrias ou varejo das décadas de 70, 80 e 90: em sua grande maioria foram suplantadas por rivais mais aptas.

É, portanto, mister que o empresário não só consiga antever esses cenários como ainda disponha de recursos para arcar com quebras de caixa e dificuldades de fluxo (capital de giro), suportar incidentes de múltiplas naturezas (provisões) e intervir na eventual estagnação de suas operações (inovação) – esteja certo de que sempre haverão concorrentes mais aparatados em cada um desses segmentos.

Ou, como o assinala Jerry, de “Alguém para Dividir Os Sonhos”, você está no caminho da falência: por sutilezas na sua saúde financeira (problemas de “gerência”) ou por distração com relação ao mercado em que você atua (problemas de “direção”).

Observe que, com um motorista razoável e sem um mecânico, um automóvel pode percorrer dezenas de milhares de quilômetros em condições normais. Mas, não tente enfrentar um rally sem um excelente motorista e um mecânico fenomenal: seu insucesso é certo!

Em uma competição com esse nível de exigência, você tem um terreno inóspito à sua frente e uma concorrência feroz.

O mesmo se aplica à sua empresa e ao mercado: é necessário um gerente (o mecânico) – observando as demandas internas de sua estrutura operacional – e um diretor (o motorista) atento ao mercado… se um dos dois falhar, sua empresa falha!

Prepare-se, pois, com excelência na gerência e na direção. Isso é essencial…

Mas, não deixe faltar o principal ao seu “veículo”: o dinheiro!

Fale com a Cabedal … vamos prevenir esses problemas?

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